
Cansei de estar ao lado de quem não quer ao menos tentar me entender. Não que me compreender não seja uma tarefa árdua, já que completá-la é dizimar-se; mas não tentar é abandonar todos os laços de amizade que enroscam nossas vidas.
Essa sou eu, cheia de variações de emoções, cheia de ideias estranhas e um humor cínico que mais parece uma montanha russa rumando à um circulo de fogo. Essa sou eu, que gosta de sumir do nada e retornar mais repentinamente ainda sem indagações. Essa sou eu, que não consegue distribuir a atenção de forma igual e não consegue suportar exigências excessivas e que, acima de tudo, acha intolerável quando alguém me põe contra a parede com pedidos de mudanças.
Essa sou eu, que resolveu assumir seus erros e, mais importante ainda, aceitá-los e tentar melhorá-los; mas por mim, não por outros. Aprendi arduamente que a mudança tem que vir de dentro para fora, de mim para os outros, e não ao contrário. E quem decide o roteiro não é você e nunca será você - sempre fui e sempre serei eu. Eu decido quem eu quero ser e quem eu realmente serei. Você decide se aceitará, se amará, se compreenderá - ou se ao menos tentará. Eu decido o caminho, você decide se me acompanha.
E eu jamais recusaria sua companhia, mas só quando cada parte minha, inclusive meus defeitos, forem aceitos como parte de quem eu sou.